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Estórias que não fazem História

  • Nascente do Rio Neiva, 23 de Junho de 2002
    (...) Novo grito, mas desta vez vindo de um dos ciclistas que circulava atrás: - "Deixem passar o Guia". A alta velocidade, com a bicicleta, tudo o indicava, perfeitamente controlada, o guia passa a alta velocidade secundado por dois ou três elementos do seu séquito (a nuvem de pó não permitiu que fossem identificados com precisão quantos eram na realidade!). Uns metros à frente e acontece o que pode, mas não deveria, acontecer: Despiste! Um dos elementos que anteriormente tinha passado a alta velocidade, num acto inconsciente, tenta alcançar o "bidon" da água enquanto desce o trilho íngreme, irregular e repleto de pedregulhos. O desfecho final só não foi pior porque, felizmente, uma árvore decidiu que a berma daquele trilho era o melhor local para lançar raízes e crescer, o que permitiu ao desafortunado "downileiro" ficar "colado" ao seu tronco.
    Pior sorte teve o guia. Acossado por quem atrás dele seguia (...), e não querendo deixar os seus créditos em mãos alheias (...), fez das tripas coração, apelou a todos os seus dotes atléticos e lançou-se desabridamente encosta abaixo ultrapassando tudo e todos. Tudo não! Um pedregulho orgulhoso (não era um qualquer que iria pôr em causa a sua virilidade. Então não estava ele naquele local há séculos e séculos?) teimou em ficar exactamente onde sempre esteve e não foi de meias medidas: firme e hirto, aguentou a pancada que se adivinhava. Quem não aguentou foi o guia. Que espalhanço!!! Quando a nuvem de pó, finalmente levada pelo vento, se dissipou, lá se conseguiu vislumbrar um vulto que se levantava cambaleante e, desesperadamente, ensaiava novamente, agora em estado adulto, os primeiros exercícios do acto de respirar. Considerava, porém, o diafragma que, depois de uma pancada daquelas, ainda tinha direito a mais uns segundos de repouso. Quem não estava de acordo era o guia que, a abrir e a fechar a boca, desesperava por umas míseras moléculas de oxigénio que lhe permitissem recuperar a desejada e necessária respiração que teimosamente persistia em manter-se alheada e indiferente ao seu sofrimento.
    (versão completa para "download": pdf : fotos)
  • Mogueirães, Caramulo, 12 de Maio de 2002
    Caminho desbravado, banho tomado, fome saciada, sofá devidamente compactado, teclas do comando perfeitamente polidas,... , é altura de escrever qualquer coisa para tentar calar as línguas mais viperinas:
    Desprezem aqueles que olharem para esta "volteca" numa perspectiva estritamente teórica:
            - 15 km ... Há! Há!
            - Em 5 horas ... Há! Há! Há! Há!
            - À média de 6 km/h ... Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há! Há!....
    Pois fiquem sabendo que foram 15 km de muita pedra, muito tojo (que picaram que se fartaram), de algum equilíbrio e muito desequilíbrio, com aquelas subidas que apostam em humilhar aqueles que por lá passam com a ideia de não deixarem o rasto dos sapatos, mas que ficam muito aquém, em termos de persistência, das descidas que não se contentam com a simples sola de borracha...
    E a dar o tom a tudo isto:
            - Um dia de vistas espectaculares, uma paisagem magnífica sobre a serra do Caramulo e lá mais ao           fundo a Serra da Estrela;
            - O canto dos cucos e o voo do Tartaranhão
            - Os cantares e gritos dos pastores que comunicavam do alto dos penedos e que neste domingo           tiveram como acompanhantes especiais o Mário e o Ferrão gritando ao seu melhor nível.
            - A descida para Novais ao som de Avé Marias que pareciam rezar por aqueles que de tombo em           tombo aferiam a dureza das pedras da calçada... É que aqueles Romanos não davam ponto sem nó,           construíram-nas de tal forma que passados 2000 anos são, provavelmente e tirando uma ou outro           rocha, o principal tributo ao César.
            - Quem foi que disse que as BTT tinham que ter selim??
            - E aquela história do pastor... ou do cão do pastor...???? que eu não percebi muito bem e por isso           deixo para aqueles que lá chegaram primeiro.
            - A "pesca" aos grilos.
            - ...
    Enfim,... 15 km de puro prazer!! ... (Frase feita mas verdadeira e apropriada)
    Para o Ferrão um pouco menos que o cubo da bicla fez gazeta na parte final.
          Atenção!! C... estas coisas não podem acontecer a uma !!!
    E agora, de espírito limpo e com rota bem gravada nas pernas a pico de tojo e a dentes de cremalheira, resta-nos contemplar, pensar no próximo, esperar que aquele que mais tombos deu cumpra o seu dever e seguir o conselho do Mário:
            - "Não sejam assim... Este é um belo percurso para fazerem uma bela caminhada com as vossas           esposas e os vossos filhos..."
    (fotos)
  • Montemuro, 25 de Abril de 2002
    Devido a um estranho e raro fenómeno que poderemos identificar como "maré alta repentina", o Miguel, a única vítima do estranho fenómeno - maré alta num rio de montanha a 800 e tal metros de altitude?!? - ao atravessar o rio Balsemão, além de molhar as pernas molhou também outras "partes".
    Por estarmos certos que a ocorrência de fenónemo similar nunca antes foi registada ou mesmo descrita, achamos que o deveríamos fazer, pelo menos neste "site", para que outros "bêtêtistas" que no futuro se aventurem para esta região se precavejam devidamente. As consequências, para além de uma leve sensação a molhado, não podem ser consideradas muito graves.
    (versão completa para "download": pdf : fotos )
  • Sernada, 10 de Março de 2002
    Os indefectíveis corresponderam à chamada. Estavam lá quase todos. Só não apareceu quem não pôde mesmo. Correu tudo bem, à parte uns problemas mecânicos que afectaram alguns. E o nosso "mecânico especializado" não deixou os seus créditos por mãos alheias. Fez a análise e o diagnóstico de todas as situações à distância... Mas honra lhe seja feita. Apesar de levar só uma bicicleta, a dele, leva sempre mais um suporte no carro, e isso numa atitude do mais puro desinteresse. É pura coincidência ele levar as "bikes" avariadas no final da volta directamente para a loja. Quem pensar o contrário está a ser injusto. Ele até evita, dessa forma, uma deslocação desnecessária do infeliz proprietário até lá. Digam lá se não é de louvar tanto altruísmo!...
    Digno de registo. Os inúmeros e insistentes pedidos do César para o deixarmos ir à frente quando estavamos na "Capela Queimada". Excepcionalmente lá o deixamos ir!
    De registar ainda algumas "lavagens de alma" numa outra paragem...
    (fotos)